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Avaliação bancária da habitação sobe para 2.081 euros/m² em Dezembro

28 de janeiro, 2026

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística – INE, o valor mediano de avaliação bancária da habitação em Portugal atingiu 2.081 euros por metro quadrado em dezembro de 2025, mais 21 euros do que no mês anterior. Em termos homólogos, a valorização foi de 19,1%, acelerando face a novembro.

No conjunto de 2025, o valor mediano situou-se em 1.949 euros/m², o que representa um aumento anual de 17,3%. Em dezembro foram consideradas 34.496 avaliações bancárias, menos 4,9% do que em novembro e 7,2% abaixo do mesmo mês do ano anterior.

As avaliações de apartamentos registaram um valor mediano de 2.415 euros/m², mais 23,1% do que em dezembro de 2024. A Grande Lisboa apresentou os valores mais elevados (3.199 euros/m²), seguida do Algarve (2.758 euros/m²), enquanto Alentejo e Centro exibiram os níveis mais baixos. Em termos mensais, o valor subiu 1,1%, com destaque para os Açores (+2,8%), ao passo que o Alentejo recuou (-3,6%).
Por tipologia, os T1 desceram ligeiramente para 3.113 euros/m², enquanto T2 e T3 subiram para 2.495 e 2.090 euros/m², respetivamente.

Já nas moradias, o valor mediano foi de 1.516 euros/m², um crescimento homólogo de 14,7% e mensal de 1,1%. A Grande Lisboa (2.751 euros/m²) e o Algarve (2.629 euros/m²) concentraram os valores mais elevados, com Centro e Alentejo nos níveis mais baixos. A Madeira destacou-se na variação mensal (+5,2%), enquanto o Oeste e Vale do Tejo registou a única descida (-0,1%). Entre tipologias, T2 e T3 subiram para 1.511 e 1.480 euros/m², respetivamente, e os T4 recuaram ligeiramente para 1.575 euros/m².


Diferenças regionais acentuadas

No mês em análise, Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal apresentaram valores 51,1%, 31,0% e 21,1% acima da mediana nacional. No extremo oposto, Alto Tâmega e Barroso, Terras de Trás-os-Montes e Alto Alentejo ficaram mais de 50% abaixo da mediana do país.

O INE indica ainda que do total de avaliações consideradas em dezembro, 21.488 corresponderam a apartamentos e 13.008 a moradias, confirmando uma redução da atividade face ao mês e ao ano anteriores, apesar da continuação da trajetória de valorização dos preços avaliados.