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Taxa de juro da habitação sobe em março pela primeira vez em mais de dois anos

22 de abril, 2026

A taxa de juro implícita no crédito à habitação aumentou em março pela primeira vez em mais de dois anos, fixando-se em 3,088%, acima dos 3,079% registados em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Em termos homólogos, a taxa mantém-se abaixo dos 3,735% observados em março de 2025.

De acordo com o INE, esta é a primeira subida desde janeiro de 2024, interrompendo um ciclo de 25 meses consecutivos de descidas. Este indicador reflete a relação entre os juros pagos num determinado mês e o capital em dívida no início desse período, antes de amortizações.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro fixou-se em 2,830%, uma descida de 4,1 pontos base face ao mês anterior.

No segmento de aquisição de habitação — o mais representativo — a taxa implícita para o total dos contratos subiu para 3,086%, enquanto nos novos contratos registou uma ligeira descida, para 2,823%.

Já a prestação média mensal do crédito à habitação aumentou para 402 euros em março, mais cinco euros do que em fevereiro e mais quatro euros face ao mesmo mês do ano passado. Deste valor, 48,8% corresponde a juros (196 euros) e 51,2% a capital amortizado (206 euros).

Nos contratos mais recentes, a prestação média subiu para 700 euros, refletindo um aumento mensal de cinco euros e uma subida homóloga de 15,9%.

O capital médio em dívida também registou um ligeiro aumento, atingindo 77.078 euros no total dos contratos. Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida subiu para 175.838 euros.

Com estes dados, o INE pretende acompanhar a evolução do esforço financeiro das famílias no acesso ao crédito à habitação, num contexto marcado por mudanças nas taxas de juro e nas condições de financiamento.